Pesquisa foi apresentada a docentes da Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), de Costa Rica, pelo professor Ismar Soares

Levantamento do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (NCE-USP), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), identificou que, entre 2000 e 2024, 37% das dissertações e teses defendidas em programas de pós-graduação no Brasil sobre Educomunicação relacionam o campo com o meio ambiente.
A pesquisa sobre a Educomunicação na qualificação das práticas de educação climática no ensino básico brasileiro foi apresentada no último dia 27 de julho em um curso para professores oferecido pela Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), de Costa Rica.
Na ocasião, o Prof. Ismar de Oliveira Soares informou que, segundo dados do Ministério da Educação brasileiro, já foram produzidas 580 pesquisas em níveis de mestrado e doutorado, desde que o conceito da Educomunicação foi sistematizado, em 1999, ressaltando que 37% deste universo corresponde a estudos sobre a Educomunicação Socioambiental.
Durante o evento, além de especificar os objetivos da pesquisa da Universidade de São Paulo/FAPESP, o pesquisador chamou a atenção dos participantes para o fato de que a academia tem se voltado, entre outros espaços mas de forma igual, sobre o desempenho dos jovens brasileiros na luta pelo equilíbrio ecológico.
Como exemplo, Soares citou uma iniciativa acadêmica da Universidade Federal do Pará, que busca saber como jovens indígenas decidiram empregar os referenciais da Educomunicação na defesa de suas culturas e seus territórios. Trata-se da tese de doutorado de autoria de Hericley Serejo Santos, sob o título “A Educomunicação a partir de práticas de jovens comunicadores indígenas da Amazônia” que, como amostragem, trabalha com a produção de 31 jovens que já atuam como videomakers, fotógrafos, blogueiros e youtubers, oriundos de 29 povos diferentes, dos nove Estados da Amazônia Legal. O autor é associado da ABPEducom.
