Trabalho é o primeiro TCC multimídia individual desde a criação da licenciatura, contemplando monografia, guia prático e conjunto de slides com plano de aula para educadores(as)
O cinema pode ser uma prática educomunicativa?
Essa foi uma das perguntas presentes na pesquisa da estudante de Licenciatura em Educomunicação da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), Gabriela Malara. Seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) estudou o cinema como prática educomunicativa e produziu um material extra multimídia, resultado pioneiro desde a criação do curso de Licenciatura, em 2011.
Além da monografia, Gabriela elaborou um guia digital e físico, bem como um plano de aula para serem usados por educomunicadores, comunicadores, educadores que querem exibir filmes ou ensinar a fazer filmes com intencionalidade pedagógica.
A proposta inédita foi apresentada na banca de avaliação realizada no dia 19 de junho de 2026, com a participação de Thaís Brianezi, professora da ECA-USP e orientadora do trabalho, e Marciel Consani, também docente da ECA-USP, e Ariane Porto, do projeto Bem-Te-Vi, como avaliadores.
O trabalho alcançou nota máxima e foi considerado pioneiro pelos membros da banca.
De acordo com Gabriela, o cinema pode ser visto como aliado, por meio de uma tela ou televisão, em exibições, ou por meio de uma câmera ou celular, para produzir filmes.
“O cinema atua como ponte entre pessoas diferentes, ajudando a estabelecer diálogo e criar novas relações. O audiovisual torna a reflexão sobre o mundo possível e se torna uma janela para novas possibilidades”, afirma a pesquisadora e agora educomunicadora.
Durante a pesquisa, a educomunicadora realizou, além da revisão de literatura, entrevistas com quem fez e faz parte de instituições, projetos e espaços formais e não formais de aprendizado e que usam o cinema como base para seus ensinamentos.
Com as entrevistas, Gabriela também analisou conteúdos on-line e impressos relacionados a essa temática e desenvolvidos por esses projetos.
O projeto Bem-Te-Vi, por exemplo, foi um dos analisados e Ariane Porto, uma das entrevistadas.
Com o tema “O Cinema como uma Prática Educomunicativa Impulsionadora de Mudanças de Realidades e Combate aos Preconceitos”, a pesquisa remonta à proposta de se pensar a arte como expressão educomunicativa.
“Ainda que o trabalho fosse individual, ao longo do processo ficou nítido que somente a monografia seria insuficiente para evidenciar que o cinema pode ser uma prática educomunicativa impulsionadora de mudanças de realidades e combate aos preconceitos de forma ativa, real e palpável. Por esse motivo, fizemos o guia prático (digital e físico) e também um conjunto de slides com plano de aula para auxiliar professores e professoras a ensinarem sobre preconceitos por meio do audiovisual”, afirma Gabriela.
